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Rede de proteção às mulheres é ampliada em Goiás

Quarta-feira, 08 de Março

Rede de proteção às mulheres é ampliada em Goiás

Com forma de ampliar a rede de proteção às mulheres do Estado, o governador Marconi Perillo assinou nesta quarta-feira, dia 08, durante café da manhã em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, três ordens de serviço: Implantação do programa Patrulha Maria da Penha nos municípios de Itumbiara, Valparaíso e Luziânia, instalação de quatro Núcleos de Atendimento à Mulher e mais uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.

Na presença da primeira-dama do Estado e presidente de honra da OVG, Valéria Perillo, do vice-governador José Eliton e de dezenas de mulheres convidadas para a solenidade, o governador também lançou, por meio da Secretaria Cidadã, nova campanha publicitária em comemoração ao Dia Internacional da Mulher: “Mulher não é cabide para você pendurar seu desrespeito”. Na oportunidade, a secretária Lêda Borges, titular da Secretaria Cidadã, lançou a programação especial do mês voltada às mulheres em todo o estado.

O governador homenageou as mulheres fazendo referência ao drama vivido pela vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB). Em 1986, com apenas 20 anos, recém-formada em Educação Física, em Curitiba, Cristina foi vítima de grave violência cometida pelo ex-namorado, inconformado com o fim do relacionamento. O caso comoveu o Brasil. A jovem teve 85 por cento do corpo queimado. Diante da trágica experiência, ela buscou a superação e uma nova forma de encarar a vida.

Cristina passou por 24 cirurgias, e a família teve que se desfazer de bens para arcar com o alto custo do tratamento. Ao longo da dolorosa recuperação, decidiu voltar aos estudos, formando-se em Fisioterapia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Especializou-se em queimaduras para ajudar pessoas que passam por sofrimento parecido.

Em busca de tratamento, Cristina se mudou definitivamente para Goiânia em 1992, onde iniciou carreira profissional. Trabalhou por mais de 20 anos no mesmo hospital que, durante o tratamento, a acolheu como paciente. Foi responsável pelo serviço de reabilitação e fisioterapia da unidade.

Cristina ajudou a criar normas para o atendimento de queimados no país e a fundar a Sociedade Brasileira de Queimaduras e o primeiro curso de Fisioterapia em Goiás, na Universidade Estadual de Goiás, onde deu aulas por 15 anos. Criou o Núcleo de Proteção aos Queimados, entidade Não-Governamental que acolhe vítimas de queimaduras que não têm recursos para o tratamento.

Segundo o governador, a tentativa de homicídio contra Cristina se tornou um caso emblemático na Justiça Brasileira e no combate à violência de gênero. Depois de travar luta incansável, ela conseguiu levar a júri popular o homem que ateou fogo em seu corpo. Ele foi condenado a 14 anos e 9 meses de prisão e cumpriu a pena. A vereadora é amiga pessoal do governador e da família dele, porque o comércio do pai do governador fica próximo ao Hospital de Queimaduras, no Setor Oeste, onde Cristina se tratou ao longo de anos. “A senhora é símbolo de bem, da mulher guerreira”, disse o governador na solenidade em que homenageou as mulheres goianas. Ressaltou também que, ao contrário dos homens, que têm um olhar individual, “as mulheres pensam coletivamente”.

Marconi citou algumas das ações de proteção aos direitos da mulher, executadas pelo Governo de Goiás. “2.500 pessoas capacitadas profissionalmente em 70 municípios para atender as mulheres; criação, em convênio com o Tribunal de Justiça e a PUC-GO, dos Grupos dos Autores dos Crimes de Violência Doméstica em Goiânia e Aparecida; ampliação da Patrulha Maria da Penha para cinco cidades, além da capital, capacitação das mulheres Rurais, visando o fortalecimento da autonomia econômica e implantação de sete unidades no interior do Estado do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (NEAMs), além da contratação de equipes multiprofissionais para os 11 Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAMs), em Goiânia e cidades do interior.

No final do discurso, o governador citou três mulheres consideradas por ele emblemáticas na defesa das causas femininas: A poetisa goiana Cora Coralina, a ativista Patrícia Galvão, a famosa Pagu, e a menina paquistanesa ganhadora do prêmio Nobel e que sofreu grave atentado, Malala Yousafzai, porque simplesmente queria ter o direito estudar.

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